sábado, 7 de abril de 2012

4 DE DEZEMBRO 2011 DIFÍCIL DE ESQUECER.

Foi o jogo mais estranho de 2011. O Cruzeiro estava seriamente ameaçado de
rebaixamento. E jogava mal demais. Era a última rodada do Campeonato
Brasileiro. O adversário, o maior rival de sua história. O Atlético
Mineiro, clube que já passou pelo vexame
da Série B. A equipe estava estabilizada, muito melhor do que
o inimigo. O Brasil todo ficou com a certeza que o time de Cuca
faria de tudo para vencer. Se matar em campo para envergonhar o rival.
E fazer o clube de Vagner Mancini sentir o amargo
gosto da Segunda Divisão. Só o que se viu na Arena do Jacaré foi
incrível. Chocante. O Cruzeiro massacrou o Atlético Mineiro por 6 a 1.
Inacreditável foi a postura dos jogadores
atleticanos. Andavam, desinteressados em campo. Muito se comentou, se
especulou. O que teria acontecido com o Atlético Mineiro? Por que a
falta de interesse em vencer? Qual foi o motivo para uma atitude tão
passiva em
campo? O presidente Alexandre Kalil disse estar
envergonhado. O senador Zezé Perrella comemorava, não deixaria o
clube na Série B. O Cruzeiro fez a festa pela permanência na Série A.
E, como em um pacto diabólico, todos fizeram
questão de esquecer 4 de dezembro de 2011. Até mesmo na Toca da Raposa
o assunto é mantido
debaixo do tapete. Todos sabem que o Cruzeiro não fez uma partida
espetacular. Muito pelo contrário. Só aproveitou as inúmeras chances
oferecidas pela
defesa atleticana. A mancha na história atleticana respingou na
cruzeirense. Não há como levar a sério aquela partida. Mas acusar a
quem? Cuca quase chorou de raiva dos seus atletas. Nem o saudoso Paulo
Autran seria tão convincente. O técnico não poderia estar fingindo.
Alexandre Kalil viu sinceridade no constrangimento
do seu treinador e o manteve. Assim como a grande maioria dos jogadores
envolvidos no 6 a 1. Todos aceitaram a goleada indecente rápido
demais. E fizeram questão de fingir que nada havia
acontecido. Queriam seguir a vida. Mas a torcida atleticana não se
esqueceu. E na sexta-feira avisou aos jogadores e ao treinador
que não vão perdoar o time amanhã. Não vão tolerar outro vexame no
clássico diante do
Cruzeiro. Cuca já prometeu que o ânimo será outro. O Atlético Mineiro
é o líder do Estadual, com 100%
de aproveitamento. O Cruzeiro tem 27 pontos, três a menos que o rival.
Vagner Mancini espera um jogo igual, difícil. Fora da Libertadores e
com o caixa baixa, Gilvan
Tavares e Kalil mantiveram equipes competitivas. E baratas. Para
disputar a Copa do Brasil e o Mineiro servem. A grande polêmica do
jogo de amanhã é a escolha
do árbitro. O Cruzeiro não gostou de Renato Cardoso Conceição. O
motivo: dirigentes do Atlético o criticaram muito
depois da derrota por 3 a 1, em 2010. Na prática, no fraquíssimo
torneio mineiro, o jogo
não vale muita coisa. Só a rivalidade. Neste pobre campeonato
estadual, só os dois times
disputam para valer a chance de ser campeões. O jogo que realmente
valia entre os grandes rivais
já aconteceu. E está na memória de todos. À flor da pele. Ninguém que
acompanha futebol engole aqueles 6
a 1. Os comandados de Cuca podem vencer por 10 a 0. Não terá efeito
algum. Quando o Atlético Mineiro deveria se matar em
campo, andou. As desconfianças são muitas. Continuam para quem
acompanha de perto futebol. E incomodam. Houve algo de errado. De
muito errado. Ninguém ainda sabe o que aconteceu naquele 4 de
dezembro de 2011. Um dia a história desvendará uma das partidas mais
estranhas do País. Aqueles 6 a 1 não passam na garganta de quem tem
dois neurônios. Não vão passar nunca. Não é só a torcida atleticana
que sente vergonha
daquele jogo. Incomoda quem acredita em um esporte de nome
futebol...fonte cosme rimoli

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